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Márcio França defende que câmeras corporais de PMs só sejam ligadas em caso de ‘ação que possa gerar violência’

02/05/2022

Atualmente, aparelhos instalados em uniformes em SP gravam ininterruptamente, e índice de letalidade policial caiu. Pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo também afirmou que manterá nome na disputa até o final, caso não haja acordo com o PT.

O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSB, Márcio França, afirmou nesta segunda-feira (2) que defende que as câmeras instaladas no uniforme dos policiais,  só sejam ligadas antes de ações “que possam gerar violência”.

Os equipamentos, que começaram a ser usados pela Polícia Militar de São Paulo em junho de 2021, atualmente gravam tudo de maneira automática e interruptamente, sem que o agente precise acioná-los.

“Não há problema de fazer uso dela [câmera], desde que seja a partir do ato da ação. O que está errado é gravar 12 horas seguidas uma pessoa. É uma invasão absoluta da privacidade. As câmeras das viaturas estão corretas. O da farda do policial é que eu estou sugerindo que só seja acionada a partir de uma ação que possa gerar violência”, disse França em sabatina realizada pelo jornal Folha de S.Paulo.

As câmeras corporais são elogiadas por especialistas em segurança pública. Desde sua adoção, os índices de letalidade caíram no Estado de São Paulo.

Além de França, o pré-candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) também já abordou o tema das câmeras. O aliado do presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende acabar com a obrigatoriedade do uso do equipamento caso seja eleito.

Candidatura dupla

Durante a sabatina, Márcio França também afirmou que vai manter sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes até o final, caso não haja acordo com o PT para que Fernando Haddad (PT) desista da corrida pelo cargo.

França ajudou a articular a aliança entre os partidos em âmbito nacional, mas a disputa com Haddad interfere em seus planos de candidatura no estado. Haddad possui 29% das intenções de votos contra 20% de França.

“Fazemos uma pesquisa de opinião onde levaríamos em conta o ‘votar’ e o ‘poderia votar’. Quando esses dois componentes estão juntos, você percebe números muito próximos, meu com o dele. O presidente Lula topou, a Gleisi topou, mas parece que o diretório estadual do PT ainda não analisou. Se não houver acordo, vamos com as duas candidaturas até o final”, disse França.

Flavio Ricardo | Creative Retouch

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