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Hipertensão arterial e a Odontologia – um inimigo invisível

28/05/2019

Um problema de saúde pública silencioso que afeta quase 20 milhões de brasileiros, sem contar os que ainda não foram diagnosticados.A Hipertensão Arterial é na maioria das vezes assintomática. Não causa dor ou febre. Não “toca os alarmes” do nosso corpo. Dessa maneira, muita gente nem sabe que tem pressão alta e não procura um médico para fazer um acompanhamento. Ela também não tem cura, porém existe o controle. Os hipertensos, geralmente, precisam tomar remédios para o resto da vida, além de controlar o sal na alimentação e fazer exercícios físicos regularmente. Pessoas hipertensas aumentam significativamente suas chances de infarto, acidentes vasculares cerebrais (derrames), problemas renais, entre outros. Ela em si não mata, mas aumenta muito as chances de problemas maiores e fatais aparecerem sem avisos prévios.

O paciente é considerado hipertenso quando sua pressão exceder o valor de 140/90 mm/Hg. Isso sempre medido com critério, por várias vezes e seguindo um protocolo que você pode ler AQUI. Hoje temos aparelhos simples e pequenos que podem aferir a pressão no pulso do paciente. Apesar de não serem extremamente fiéis como os convencionais, eles fazem a gente ganhar tempo no consultório odontológico. A pressão considerada comum é de 120/80 mm/Hg.

ecer o melhor tratamento possível e evitar maiores danos.

e o paciente apresentar pressão arterial maior que 180/110 mm/Hg, não se deve fazer nenhum procedimento odontológico. Deve-se encaminhar o paciente para a urgência médica para estabilização do quadro hipertensivo. 

As principais manifestações bucais dos pacientes que tomam anti-hipertensivos regularmente são a xerostomia (“boca seca”), sensação de gosto metálico, redução ou perda de paladar, algumas úlceras (aftas), glossite (inflamação ou infecção da língua), reações liquenóides (pápulas esbranquiçadas com ulceração e eritema) e crescimento gengival.

A hipertensão arterial sistêmica ou pressão alta é uma doença que acomete várias pessoas do mundo e é considerada um fator relevante no estabelecimento da causa de morte. A hipertensão arterial é quando a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias para se movimentar é muito forte, ficando acima dos valores considerados normais.  Além disso, essa doença implica no endurecimento das paredes vasculares, o que dificulta a passagem do fluxo sanguíneo.
A hipertensão é um dos grandes desafios contemporâneos e um grave problema de saúde pública, atingindo em especial os idosos.

O ideal é que a pressão se mantenha 120/80 mmHg (ou 12 por 8). Quando a pressão arterial estiver maior ou igual a 140/90 mmHg (ou 14 por 9) a pessoa é considerada hipertensa.

Quando não tratada a hipertensão pode acarretar uma série de problemas mais graves como, derrames cerebrais, doenças do coração como infarto, insuficiência cardíaca (aumento do coração) e angina (dor no peito), insuficiência renal ou paralisação dos rins e alterações da visão que podem levar à cegueira.
É importante que o cirurgião-dentista esteja consciente da necessidade de reconhecer esta condição de saúde, para assim poder realizar o correto manejo do paciente. A anamnese bem detalhada, ressaltando aspectos importantes como a idade, a hereditariedade e os hábitos de vida deste paciente que muitas vezes desconhece ser portador da doença e o exame físico, são de fundamental importância no seu reconhecimento residindo aí a oportunidade de se prevenirem situações de emergência médica, além do que insere o cirurgião-dentista no grupo de profissionais de saúde.
O paciente com hipertensão moderada não diagnosticada deve ser encaminhado ao médico para avaliação.

No caso de hipertensão diagnosticada e tratada, o dentista deve consultar o médico do paciente, ao iniciar o plano de tratamento, para tomar possível a integração dos tratamentos médico e dentário. Esses pacientes podem ser submetidos a tratamentos não cirúrgicos pelos métodos normais, e em caso de atos cirúrgicos simples deve se utilizar sedação complementar. Os atos cirúrgicos intermediários e extensos geralmente não devem ser executados no consultório, nos pacientes com hipertensão moderada. A cirurgia pode ser mais bem executada em ambiente cirúrgico hospitalar, onde existe suporte médico para controle da hipertensão aguda.

O paciente com hipertensão grave deve ser submetido apenas a exames mais simples, como radiografias, instruções sobre higiene bucal, moldes para modelos de estudo. Esse paciente deve ser encaminhado ao médico para controle, antes de tratamento dentário adicional.

Em relação a anestesia indica-se o uso de anestésicos com vasoconstrictor. Dentre os vasoconstritores adrenérgicos, a Epinefrina é a mais indicada no atendimento a pacientes com hipertensão controlada. Se utilizada em doses terapêuticas e evitando a administração intravascular, as alterações pressóricas que poderiam ocorrer, como a elevação da pressão sistólica, são compensadas por uma redução da resistência vascular periférica e, conseqüentemente, diminuição da pressão diastólica.

Incentiva-se que a medida de pressão seja realizada rotineiramente nos consultórios de odontologia.

Além disso, vale ser lembrado também que a redução no grau de estresse, bem como o controle da ansiedade e do medo frente a um tratamento odontológico são benéficos no atendimento a pacientes hipertensos. O profissional da odontologia deve manter sempre diálogos com os médicos responsáveis, para saber se os procedimentos planejados oferecem riscos aos pacientes, pois somente com um trabalho integrado pode ser alcançado um completo atendimento dos pacientes hipertensos.

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