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Educação pós-pandemia: parceria Família e Escola é o melhor caminho

06/05/2022

As escolas de todo o Brasil felizmente voltaram a funcionar de forma presencial. Mas muito se tem falado das defasagens de aprendizagens que as crianças, adolescentes e jovens apresentam e que as escolas e os professores têm que se reprogramar para ajudar os estudantes a desenvolver as competências não desenvolvidas durante a pandemia, mas pouco se fala do importante e indispensável apoio das famílias nesse processo.

Sobre essa perspectiva, a professora e pesquisadora Nancy Hill, da Faculdade de Educação de Harvard, trouxe boas sugestões de como os pais podem ajudar os seus filhos em parceria com as escolas no esforço de retomada do processo de aprendizagem.

Hill faz uma diferenciação do papel dos pais na orientação das crianças pequenas e dos adolescentes/jovens. No caso dos pequenos, da educação infantil e do ensino fundamental anos iniciais, o envolvimento dos pais é mais direto e frequente,  na presença no ambiente escolar, no contato com a escola e os professores e no apoio na realização do dever de casa.

No caso dos adolescentes/jovens, do ensino fundamental e do ensino médio, que estão descobrindo e construindo sua autonomia, o papel dos pais deve ser diferente, mais indireto e de estímulo à descoberta de novas formas de estudar por conta própria.

Hill indica quatro estratégias eficazes de apoio dos pais aos filhos estudantes:
“1 – Os pais devem auxiliar os filhos, nas escolhas do projeto de vida do filho e enfatizar a relevância do que estão aprendendo agora para o seu sucesso no futuro. Isso gera mais envolvimento dos filhos com a escola e os estudos.

2 – Apoiar na realização dos trabalhos de casa é fundamental, mas deve ser diferente do que era feito quando os filhos eram mais novos. Neste caso, os pais não devem se envolver diretamente, mas ajudar os adolescentes/jovens a descobrir, por sua própria conta, novas formas de aprender. Lembrar que os adolescentes estão descobrindo e construindo sua autonomia e procuram resolver seus problemas de forma própria. Esse aprendizado é decisivo para construção da sua personalidade, seu engajamento e seu sucesso futuro.

3 – Pais devem ser proativos na comunicação com os filhos,mantendo um fluxo próprio e contínuo de comunicação com a escola e os professores. Participando de reuniões e momentos de comunicação de todos os envolvidos, pais, educadores e educandos, para compartilhar desafios, dúvidas e conquistas e reforçar a disposição de todos com a ajuda mútua.

4 – Os pais devem ainda, aproveitar dos aprendizados no período da pandemia, quando a escola foi para dentro de suas casas e eles tiveram, de certa forma, que assumir o papel dos professores. Eles ficaram mais próximos de seus filhos, passaram a compreender melhor os desafios que os professores enfrentam no dia a dia das escolas e intensificaram a comunicação virtual com os professores. Novas formas de relacionamento foram ativadas. Elas são valiosas neste momento pós-pandemia e devem ser mantidas e intensificadas”.

O isolamento imposto pela pandemia deixou consequências positivas e negativas. Isso precisa ser explicitado e bem compreendido por todos, estudantes, pais e educadores. Mudou o propósito, muda a direção do engajamento.

O isolamento fez também aumentar os problemas de saúde mental nos alunos de maneira geral, sobretudo ansiedade e depressão.
É preciso uma sintonia fina das famílias com os educadores para identificação precoce dos sintomas e encaminhamento para atendimento adequado e tempestivo.

Neste momento, mais do que nunca, é fundamental a parceira das famílias com as escolas e vice-versa. Precisamos cuidar, com acolhimento e carinho, das nossas crianças e adolescentes.

Fonte :
https://www.agazeta.com.br

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