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Depressão na adolescência também é coisa séria

16/04/2019

Número de jovens deprimidos cresce ano a ano.

Fiquei perplexa ao ler a notícia  de que Whindersson  Nunes , um dos grandes nomes do humor da atual geração, que tem conquistado cada vez mais espaço nesse ramo, na última sexta-feira, 12 de abril, usou a conta no Twitter para fazer um desabafo sobre a sua luta constante contra a depressão e suplicou por ajuda.

Uma  prova viva de que o jovem youtuber vem influenciando milhares de jovens , foi a recente turnê internacional do piauiense por vários partes do mundo. Se nos palcos e através de seu canal no YouTube,  Windersson  consegue arrancar sorrisos de seus fãs, o mesmo não pode ser dito de seu interior.

Sabemos que da adolescência somos todos sobreviventes. Uns mais, outros menos.  Mas hoje, o número de jovens deprimidos e a crescente onda de suicídios , serve de alerta a todos nós.  Muito mais importante que o primeiro passo, a primeira palavra ou o primeiro dente, é o momento em que a sua cria descobre o vazio. “Saber aguentar e escutar a dor de um filho, sem tentar calar com coisas, o que não pode ser calado com coisa alguma, é um ato profundo de amor”, escreveu a jornalista Eliane Brum em seu texto “A Dor dos Filhos”.

Essa talvez seja uma das maiores tarefas para os pais e as mães de quem está na adolescência. A fase do “nem-criança-nem-adulto” marca o início de uma série de transformações avassaladoras. O problema não só existe como é constante no universo teen: casos recentes em nossa cidade e na região são exemplos tristes de uma geração que cada vez mais grita por socorro!!!

Questões sobre sexualidade, dificuldade em lidar com frustrações, bullying, além de pressão pela escolha da carreira e por um bom desempenho escolar estão na base de conflitos que podem funcionar como agravantes. A adolescência é um período difícil, turbulento, com variações do humor e crises emocionais. Os jovens passam por várias situações novas e pressões sociais quando se aproximam da idade adulta e, para alguns, este período de transição é muito difícil.

Não existe uma única causa para a depressão. O distúrbio normalmente se dá com a combinação de diversos fatores internos e externos, como a dificuldade em lidar com situações desafiadoras e até a desregulação dos hormônios que controlam as emoções. Em geral, a depressão afeta o humor, o pensamento, a disposição e/ ou o comportamento de uma pessoa, mas normalmente há uma combinação de vários sintomas. Uma pessoa jovem deprimida pode mostrar-se triste, melancólica ou preocupada. A pessoa geralmente perde o interesse ou o prazer por atividades, coisas ou pessoas que anteriormente gostava e se afasta de relações sociais.

O risco de suicídio em jovens com depressão

Nos casos mais graves, a depressão pode levar ao suicídio, que já é a segunda principal causa de morte em jovens entre 15 e 29 anos. Fique atento aos sinais que indicam o risco de suicídio em jovens com depressão:

  • Falar sobre morte, suicídio ou provocar ferimentos em si próprio;
  • Pânico ou ansiedade crônicos;
  • Insônia constante;
  • Alterações na personalidade ou aparência;
  • Alterações nos hábitos de sono ou alimentares;
  • Baixo rendimento escolar;
  • Distribuir objetos pessoais.

Mais difícil do que notar a dor dos filhos é reconhecer que esse sentimento é tão limitante que exige, sim, um acompanhamento especializado. E esse momento é um divisor de águas: ora, se a depressão em adultos é tão devastadora, imagine entre a turma que está só no começo da vida.

 O adolescente é mais intenso e impulsivo. Por isso, não tem experiência para tomar decisões claras nem capacidade de enxergar em longo prazo.Daí os riscos associados à doença – principalmente quando ela não é oficialmente diagnosticada – tornam-se mais preocupantes ainda. A condição, cabe lembrar, afeta o corpo inteiro. A depressão aumenta o risco cardíaco e traz uma ameaça real de suicídio. Sem contar que o isolamento faz com que a meninada perca a experiência da interação social – fundamental para a formação da personalidade. Felizmente, a depressão em jovens responde bem a vários programas de tratamento. Pais, professores e outras pessoas devem aprender a reconhecer a depressão e agir no momento em que a ajuda se faz necessária. O primeiro passo é procurar a experiência de um profissional capacitado, como um psiquiatra.  Se você suspeitar que um adolescente está sofrendo de depressão, é possível ajudá-lo.

No entanto, na maioria das vezes, os jovens não reconhecem que estão deprimidos. Eles podem relutar em assumir sentimentos de tristeza ou desesperança. Para alguém que deseja ajudar, é preciso carinho e intuição, bem como saber escutar. Já conversou com seu filho hoje?

Fonte : www.pfizer.com.br/sua-saude/depressao/depressão-e-adolescente

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