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Bar e café do Nelson: Ponto de encontro obrigatório da cidade

23/06/2019

A história da família Bernardes se confunde com a história de emancipação e construção de nossa Itapevi, acompanhando praticamente todos os seguimentos que envolviam a nossa cidade: Esporte, comércio, política, jornalismo, segurança, artes e tantas outras atividades, sempre tinha alguém da família Bernardes.

Quem é de Itapevi conheceu o conhece a história de luta desta família, construída por seu José o patriarca, seguido pela casal Nelson e Dona Jacyra, pais do estimado José Bernardes Neto (Bernardinho), casado com a querida amiga Célia Bernardes, irmão da nossa sensacional amiga jornalista e figura ilustre na área de comunicação Iara Bernardes, que há anos escreve a Coluna de “Canto a Canto” no jornal Itapevi Agora, prestigiando os aniversariantes, nascimentos, falecimentos, os principais eventos e trazendo muita informação para nossa população, muito antes de se falar em redes sociais, nossa querida Iarinha como é carinhosamente conhecida, já estava lá registrando tudo em sua conceituada coluna.

O Bar e Café da família Bernardes ia muito alem de um simples comércio, era um verdadeiro ponto de encontro da época, onde em muitas vezes se falava e decidiam importantes assuntos relacionados ao futuro de nossa cidade, seja na esfera política, esportiva, social, ali é que as pessoas se encontravam para alem de tomar um café e colocar o papo em dia.

Mesmo ainda muito garoto, acompanhei muitas conversas e discussões, as vezes até “acaloradas”, sobre assuntos que estavam na “boca do povo” naquela época. Não que eu criança frequentasse o bar, mas minha mãe por muitas vezes me pedia para ir comprar carvão na Carvoaria do Senhor “Ambrósio” (avó do amigo Dr. Marcos Moreno), comércio este que ficava exatamente em frente ao bar do Sr. Nelson. Como o Sr. Ambrósio tambem realiza entrega do carvão em comércios e residencias, muitas vezes tinha de fechar a loja para sair com sua carroça, então é ai que eu ficava ali aguardando e ouvindo os médicos de Itapevi; Dr. Florisvaldo Santana, Dr. Juarez, Dr. Thúlio e os dentistas Flávio Piovesan, Amim Chaluppe, Geraldo (Neguinho do Posto), falando e discutindo sobre os rumos da saúde em nossa cidade.

Já do outro lado tínhamos sr. João Barbeiro, Chunda, Olimpio, Anastácio, Zulu, Clovão, Mozart, Pixoxo, Zé Michelotti, Julinho, Guinho, Geraldinho, Pelézinho, Zé Pavão, Abreus e Nunes, todos focados na questão do esporte em nossa Itapevi.

Como de costume, a questão política tambem era um dos assuntos mais abordados deste espaço democrático, ficando por conta de Zé Bernardes, Tenente Raul, Benvindo, Rubens Caramez, Chicão Nascimento, Almi Lamparina, Manfrinato, Zeca Chaluppe e Ayrton Ferraz, onde pediam a opinião de dona Henriqueta sobre o próximo pleito eleitoral.

Segurança tambem era um dos assuntos abordados e discutidos por ali, onde Sr. Zé Bernardes como delegado do Distrito, ouvia as cobranças dos interessados; Rodolpho Voit, Temporim Relojoeiro, João Vitrola, Agenor, João Guarda, Leque Taxista entre outros… Uma época onde a violência era quase 0 e droga era lança perfume, maconha mesmo assim usadas por um grupo muito pequeno de pessoas e ladrão era os conhecidos ladrão de galinha.

Itapevi era uma cidade que já caminhava rumo ao desenvolvimento, principalmente no ramo imobiliária, onde já chamava a atenção de grandes empresários da área como o já conhecido Carlos de Castro que adquiriu uma grande gleba de terra na cidade. Isso aguçava os corretores de imóveis da cidade na época, os senhores Zico, Oscar Pedro, Claudionor Bruno, falavam sobre o empreendimento de Carlos de Castro, e que precisavam da contabilidade de Lívio, Julinho Souza Mello e Dorival de Oliveira.

Mas não era só o pessoal da “velha guarda” que frequentava o bar e lanchonete do Nelson, tinha a rapaziada formada pelos jovens Silas, Cid, Ramiro Novaes, Maurício Bechara, Toninho Mazito, Kuia, Adalzijo, Julião, Pedro Pinto, Bacalhau, Samir, Robertinho, Pardal, Paraná, Tuia, Tadeu Silva, Joaquim Bumerad, Cidão da dona Ana Parteira, João Vitor, Tininho, Foguinho, Kazumi Kuzano, Moacir Moraes, Pepé, Elias Sayle, Arnaldo Michelotti, Guinho, Marcos Chaves, João Nascimento, Zé Miguel dos Correios, Pardal, Casa Grande, Minor entre outros…

Na década de 70 passei a fazer parte dos tidos “adolescentes rebeldes” que tambem frequentavam o bar do Nelson, onde destaco tambem os jovens; Tadeu Polenta, Tidão, Tino, Hélio Onça, Humberto, Carlinhos, Valentim, Rodval, Robertão, Lelé Barbeiro, Nasi, Caramez, Vado, Silvio Novaes, Raul Franci, Motinha, Tergal, Fausto, Batata, Joca da Bota, Pixoxo, Jiló, Fico, Fuinha, Liquinho, Jamil, Deley, Landy, Silvio Boca, Neguinho Sérgio, Rocão, Evaristo, Bentinho, Mozart do CIPE, Jorge de Andrade, Everaldo Rocha, Totó, Magrão, Aurinho e nosso saudoso Gilberto Anael (Jacaré).

A educação também não ficava de fora das rodas de bate papo, onde os professores Irani Toledo, José Sergio, Dimarães, Milani, Teotoneo entre outros, sempre marcavam presença.

Quantas lembranças da forma calorosa em que a família Bernardes sempre recebia a todos. Usando de tamanha galhardia.

Grandes momentos de nossa cidade que valem a pena serem lembrados.

Foto: Lembranças de Itapevi

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